REAL ACTION

REAL ACTION é o segmento do airsoft que busca aproximar a sensação de jogo à realidade factual, tomando partido de algumas manobras de comprometimento dos jogadores que lhes conduzam através das dificuldades encontradas por operadores e combatentes reais em situações reais.

Percebam que, mesmo que a busca por uma aproximação com a realidade seja almejada, ela se restringe às dificuldades e processos de manejo de equipamentos, municiamentos e classificação protocolar de zonas de acertos no corpo do praticante, que alteram o critério de eliminação comum no airsoft.

Em momento algum há, no REAL ACTION, o desejo do combate real com destino fatal, ou lesões reais, nem tampouco a dor, o sofrimento e as amarguras que as condições reais de combate geram no físico e no emocional das pessoas. Não há nenhuma relação do airsoft com os horrores da guerra, das guerrilhas, dos combates urbanos, do caos, da destruição de vidas.

ORIGENS

As origens do REAL ACTION são variadas, mas na América do Norte e Europa o segmento recebe o nome de MilSim Airsoft ou Mil-Sim Airsoft.

MilSim é uma abreviação do termo "Military Simulation" (Simulação Militar) e que trata de jogos, eventos e confraternizações quem têm como foco referências militares tais como operações, organizações, dados históricos e batalhas do universo militar.

A intenção do Real Action é trazer o jogador para a imersão no universo fictício da simulação militar, não o desprendendo do foco que é a diversão e o aspecto lúdico.

Por aqui o termo MilSim é novo e não precede a expressão “REAL ACTION”, em uso há muitos anos, sendo talvez esta a melhor explicação para a continuidade da dotação do termo "R.A." para o segmento que ora expomos.

No Brasil a modalidade foi mais amplamente desenvolvida no Rio Grande do Sul pela Combat Zone Paintball, que tomou de empréstimo regras estrangeiras, traduzidas e implementadas para seu uso em alguns eventos específicos. Estas regras são a base do que hoje constituí o R.A.

Mesmo sendo a Combat Zone (RS) a precursora do segmento Real Action no Brasil, a modalidade se desenvolveu e se consolidou no Estado de Minas Gerais por iniciativa de Marcelo Utsch, fundador do time Galos de Briga, implementando o R.A. como modo único de jogo em seus eventos. Foi com intuito de trazer o paintball (modalidade praticada pelo time na época) ao encontro da simulação de combate que o Galos de Briga implementou fatores diferenciadores como o uso de missões, objetivos específicos, adereços cenográficos, aplicação da figura do médico de combate, responsável por restaurar o jogador quando atingido nos braços e pernas, dentre outros. Após período de experimentação, onde as regras foram testadas minuciosamente e atingindo resultados satisfatórios, foi selada sua aplicabilidade, que se fundiu diretamente com a filosofia do time e do próprio R.A.

As regras utilizadas foram apresentadas no fórum nacional de Paintball, o Paintball Cenário, em 16 de outubro de 2009, discutidas e debatidas por jogadores de todo o Brasil até 30 de Julho de 2010. O principal objetivo foi estabelecer uma regra nacional para que todos os times pudessem jogar o mesmo tipo de jogo com regras já estabelecidas e de comum acordo.

Da contribuição de todos nasceu o Compêndio de Regras para ser usado em todos os jogos de R.A. O texto foi adaptado ao Airsoft, de modo independente, pelo Galos de briga ao migrarmos para esta modalidade.

Hoje o REAL ACTION desponta como mais uma das opções do praticante de paintball e de airsoft e é, sem dúvida, um segmento que cresce exponencialmente, devido à identificação de desejos e anseios de muitos aficionados pelo universo do militarismo.

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